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Refluxo Laringofaríngeo

Gato arranhando a garganta. Tosse de cachorro ao deitar-se. Pigarro insistente. Goteira no céu da boca. Pimenta no pé da língua. Estas e outras expressões populares, em geral inespecíficas e por vezes engraçadas, são formas de caracterizar um mal ainda hoje pouco valorizado: o refluxo laringofaríngeo.

Numa rápida definição, como refluxo entende-se escape de material do trato gastrointestinal (estômago e/ou duodeno), principalmente ácido, para regiões superiores, como esôfago, laringe, faringe e vias aéreas. Em pequena quantidade, o refluxo é fisiológico. Entretanto, quando começa a causar danos às estruturas do organismo, tem-se a situação patológica.

Dentre as queixas mais prevalentes, nem sempre todas presentes simultaneamente, temos:

 

PIGARRO: sintoma mais comum, acaba por piorar a inflamação laríngea

SENSAÇÃO DE “CATARRO PRESO”: tecnicamente globus faríngeo, gera importante incômodo

ROUQUIDÃO: principalmente pela manhã, geralmente melhorando no decorrer do dia

TOSSE SECA: caráter crônico, principalmente ao deitar

FALTA DE AR: menos comum, ocorre quando há laringoespasmo

GOTEJAMENTO NASAL POSTERIOR: contribui para a tosse, obstrução nasal e mau hálito

OTITES, SINUSITES, FARINGITES: principalmente em crianças

Laringe normal

Laringe com refluxo

Um dado a ser considerado é que apenas 30% dos pacientes, em estudos recentes, apresentam queimação, digestão lentificada e regurgitação, sintomas tipicamente mais identificados como refluxo gastroesofágico, o que acaba atrasando a procura pelo especialista.

Além do desconforto e prejuízo à qualidade de vida, os portadores desta enfermidade ainda estão sujeitos a complicações que vão desde lesões às cordas vocais (em especial naqueles que utilizam a voz como instrumento de trabalho, como músicos e professores), estenose subglótica – diminuição do calibre da via aérea – cursando com dificuldade respiratória, desenvolvimento de tumores, etc.

O diagnóstico é realizado pelo otorrinolaringologista e demanda a visualização da faringe e laringe por equipamentos apropriados. A terapêutica geralmente envolve o uso de medicações específicas e, suma importância, mudança por parte do próprio paciente de atitudes e hábitos alimentares inadequados.

Trata-se, de fato, de uma doença plural em suas manifestações e, portanto, nas formas pelas quais será expressada individualmente. Com o tratamento adequado podemos aparar as unhas felinas e calar o cão que assola a garganta.

Centro Otorrinolaringológico Dourados LTDA.